Conversa de fim-de-semana (21)
Respeito o seu pensamento, mas o certo é que eu não estou desejoso de escrever apenas para satisfazer ao capricho do amigo. Escrever por escrever não faz nenhum sentido. Não estou querendo suprimir o desejo de ninguém, mesmo porque sem desejos a vida do homem deixaria de ser humana. Mas esse complexo animal chamado homem costuma deixar-se levar às vezes por estranhos desejos. Mas é certo que o homem humaniza-se quando aprende a superar a adversidade, abstendo-se de tentar realizar aquilo que não deveria. Este seria o preço a pagar por sua inesgotável tendência de caminhar rumo à felicidade, se quiser alcançar o que ela pode nos oferecer nesta vida. A bem da verdade eu resolvi que só devo escrever quando esse desejo vier acompanhado do prazer, satisfazendo a minha consciência.
Mas louvo a atitude das pessoas que buscam expressar sua indignação contra atos absurdos que acontecem neste nosso país, sem que possamos vislumbrar alguma providência visando redirecionar todos esses valores invertidos ao longo dos últimos anos. Erramos também quando não nos insurgimos contra isso. Falamos na maioria das vezes como se o problema estivesse somente no outro, pensando que assim podemos estar a salvos de críticas. Costumeiramente nos escondemos detrás de nossas malditas conveniências. Quem sabe um dia saiamos às ruas bradando que está tudo errado, dizendo que viver assim não faz o menos sentido. Parabéns às pessoas que têm consciência e não se conformam em serem felizes sozinhas.
http://geocities.yahoo.com.br/maialuiz/
msn: luiz-maia@hotmail.com
SKIPE - luizmaia1
Autor dos livros "Veredas de uma vida", "Sem limites para amar" e "Cânticos".
- Edições Bagaço - Recife/PE.

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